segunda-feira, 14 de abril de 2014
O Amor as vezes é assim, nos deixa assustados e sozinhos...
Quantas vezes nos sentimos assustados diante de um sentimento não correspondido, ou diante de um vazio solitário do medo de ficarmos sozinhos.
Exatamente como ficou Psique ao ser abandonada pelo seu Eros.
Na lenda de amor de Eros e Psique, o ciúmes de Afrodite, a nascida da espuma das águas, a deusa do Amor em todos os aspectos, desde o mais puro até o mais bestial, foi a força motriz que ocasionou o encontro dos dois.
Na nossa vida também temos uma Afrodite, uma força da natureza divina que representa a emergência do sentimento primordial em nós. É a ânsia do relacionamento, a abundância dos sentimentos que emerge de nossa própria alma, que nos impulsiona ao encontro com o outro, pois sem estarmos prontos emocionalmente a outra pessoa não surgirá.
O potencial de querer amar e ser amado tem que surgir do nosso inconsciente para a vida prática. Somente quando deixamos esta energia interna de sentimentos se movimentar livre, sem bloqueios, sem medos, é que conseguimos projetar em pessoas ou circunstancias externas o potencial para a realização do poder da atração.
Muitas vezes temos tantos medos, traumas e bloqueios internos, que não deixamos o amor entrar em nossas vidas, não conseguimos nos conectar com o outro, e nem com os nosso próprios sentimentos. Vivemos com o coração à deriva assustados e sozinhos.
Ter, vivenciar, encontrar o amor em nossas vidas começa dentro de nós mesmos, na nossa relação para com este sentimento. Na nossa vontade de se doar, de se expor, de encarar de frente as nossas próprias carências afetivas e medos. Na nossa capacidade de nos aceitar como somos e de amar o outro do jeitinho que ele é.
“Apaixonar-se é uma experiência arquetípica como uma força da natureza divina”
O que faremos com este sentimento depende de nós. É ai que a sabedoria e o cuidado com o outro, a percepção das nossas emoções e, estar consciente das consequências tem que ser levado em conta.
Nossos relacionamentos podem nos levar a paixões desenfreadas, a ira, a inércia, risos, inspirações, amor intenso... Cada encontro é único, cada estágio é caracterizado por suas próprias lições e aprendizados de vida, por sentimentos fortes que nos levam ao encontro do divino dentro de nós.
Podemos estar assustados e sozinhos diante do amor que não temos ou que queremos, mas como Psique podemos mesmo errando e sofrendo não desistir de encontra-lo. A escolha é nossa!
Apaixonar-se é apenas o começo de um caminho...
Se tivermos coragem, será uma passagem para o encontro com Pisque e Eros, a jornada do amor verdadeiro de corpo e alma, que começa pela primeira emoção da atração mútua, passando depois pelo romance tempestuoso, o erotismo carinhoso e, finalmente o amor maduro e o compromisso de vivenciar uma relação humana por inteiro.
Na antiga fábula de Platão sobre a origem da humanidade, a alma humana era perfeitamente esférica e continha os dois elementos: masculino e feminino. Entretanto, essa alma andrógina foi dividida e por isso a raça humana, composta de homens e mulheres, vive nesta busca cega a procura por sua outra metade.
Aquela vontade louca de encontrar aquele ser deslumbrante em nossas vidas é a nossa busca constante pela outra parte de nós no outro, a outra parte que completa o círculo da nossa alma andrógina.
Que esta semana a Deusa Afrodite abençoe o seu caminho com o frenesi da paixão, que a força da natureza divina faça emergir de dentro do seu ser interior o amor que tanto anseias.
Em breve estarei colocando mais 02 links – Amor Terapia e Reino da Adivinhação
Não percam! Beijo grande no coração.
Fontes consultadas, a quem sou especialmente agradecida, e que recomendo: Juliet Sharman-Burke, Liz Greene, Jane Lyle.
Fontes das Imagens que agregou valor a este Post, a quem sou especialmente agradecida, e que recomendo: Imagem 1: joanarolini.blogspot.com / Imagem 2: fotos.miarrona.es.
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